Fevereiro 11 2009

 

ass: Buritizeiro/MG Brasil às 20:20

Fevereiro 11 2009

 

Vem aí a festa de Aniversário da Cidade!!!

ass: Buritizeiro/MG Brasil às 20:13

Abril 25 2007

A Equipe Masculina do Voleibol, ficou em 2º lugar no 23º JIMI 2007 na Primeira Etapa realizada nos dias 18 a 22 de Abril em Pirapora/MG, com isso garantiu vaga para a segunda etapa em Montes Claros nos dias 13 a 22/07, as demais modalidades não se classificaram, mas obteram resultados positivos.

 

ass: Buritizeiro/MG Brasil às 14:24

Abril 13 2007

 

BURITIZEIRO/MG

 

 

 

ACESSE: http://www.jimi.com.br/

 

Os Jogos do Interior de Minas Gerais (Jimi) é a maior e mais tradicional competição do esporte especializado realizada em Minas Gerais, organizada pela Secretaria do Estado de Desenvolvimento Social e Esporte / Subsecretaria de Esportes. Os jogos têm como objetivo promover o desenvolvimento da cultura esportiva em Minas.

A realização dos jogos é um estimulo para que os municípios envolvidos atuem ativamente em políticas sustentáveis de incremento ao esporte. Criando assim, oportunidades para a prática esportiva nas comunidades onde o Jimi é realizado, além de movimentar a economia local gerando vários empregos nas cidades-sede.

 

 

 

ass: Buritizeiro/MG Brasil às 18:11

Julho 21 2006

Visite os Distritos de Buritizeiro

ass: Buritizeiro/MG Brasil às 01:26

Julho 21 2006

Visite os Distritos de Buritizeiro

ass: Buritizeiro/MG Brasil às 01:13

Junho 30 2006

Visite a Cachoeira das Almas

ass: Buritizeiro/MG Brasil às 16:00

Junho 30 2006

Visite a Cachoeira das Andorinhas

ass: Buritizeiro/MG Brasil às 15:57

Junho 30 2006
 
 
UM BREVE HISTÓRICO SOBRE : A ORIGEM DE BURITIZEIRO
 
O Rio São Francisco
 
O Rio São Francisco foi descoberto pelos navegantes portugueses Américo Vespúcio e João da Nova, em 04 de outubro[1] de 1501. Ele percorre 2700 km pelos estados de Minas Gerais, Goiás, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe, além do Distrito Federal.
Os bandeirantes, em meados do século XVII, encontraram ouro nas margens do alto São Francisco, o que motivou a colonização na região, principalmente nos tributários, os rios das Velhas, Pará, Paraopeba e Paracatu.
Dentre os bandeirantes, destaca-se Matias Cardoso, cuja expedição transitou o Rio das Velhas, e se fixou em um ponto próximo à atual cidade de São Romão, sendo que a partir daí estendeu seus domínios para o norte da capitania de Minas Gerais.
No período colonial, todo o transporte de alimentos e gêneros para as áreas auríferas, bem como de carne e couro para os engenhos da costa foi feito através do rio. Em suas margens, eram dadas concessões de terras para o povoamento que deu origens às cidades, hoje pólos de desenvolvimento na região, dentre elas, São Romão, Januária, Manga e Pirapora.
Toda a ocupação do norte de Minas está ligada às questões da navegação do Rio São Francisco, que se constituiu a grande via de penetração aos sertões da capitania.
 
Os primitivos habitantes
 
Os índios caetés habitavam desde a Ilha de Itamaracá até as margens do Rio São Francisco. Depois do fato do bispo Sardinha ter sido devorado por eles em um ritual antropofágico, o grupo foi considerado “inimigo da civilização”. Em 1562, Mem de Sá determinou que todos fossem escravizados, sem exceção.
A navegação fluvial no Rio São Francisco nasceu com os índios cariris, caiapós, xakos, tudrás e outras tribos que ocupavam as suas margens. A primeira embarcação para transporte de cargas foi a jangada, conhecida na região por “balsas”. Embora esse tipo de embarcação seja usada ainda no litoral, ela não é mais utilizada no Rio São Francisco.
Após a penetração destas bandeiras e de aventureiros em busca de ouro e de cativos indígenas, foram os cariris abandonando seus domínios, cedendo aos brancos a exploração do território.
 
As expedições
 
Na segunda metade do século XVII, em 1678, os bandeirantes Soeiros e Salmerom foram atacados pelos índios cariris na confluência do Rio das Velhas com o São Francisco. Diversas outras bandeiras vieram tais regiões, destacando-se a de Fernão Dias Paes Leme, que contava com a participação de vários familiares - dentre eles o filho Garcia Rodrigues Borba Gato e o genro Borba Gato, além da presença do sertanista Matias Cardoso -, e alcançou o alto São Francisco. Esta bandeira partiu de São Paulo em 21 de julho de 1947.
Matias Cardoso de Almeida era um sertanista paulista que já conhecia os caminhos para o norte de Minas. Por esse motivo, foi nomeado em 13 de março de 1673 capitão-mor da bandeira. Partiu com cento e vinte escravos, antes de seu chefe, munido de arroz e outros alimentos para suprir as necessidades da bandeira. Participou na bandeira de Fernão Dias durante seis anos.
Juntamente com vários companheiros, Matias Cardoso se instalou definitivamente em Morrinhos no sertão do Rio São Francisco, dedicando-se a criação de gado vacum e cavalar. Instalou-se à margem direita do rio, onde construiu fazendas e posteriormente deixou a seu filho Januário Cardoso o trabalho de consolidar o domínio da região, tornando-se chefe da família Cardoso.
O coronel Januário, como era conhecido, possuía uma grande quantidade de escravos, e contava com o trabalho de oficiais e artífices, responsáveis pela construção de casas e edifícios.
No início do século XVIII, Januário Cardoso, por ordem do Governo Geral, organizou uma expedição com o objetivo de conquistar e pacificar a região do Rio São Francisco, por onde começaram circular as riquezas provenientes do comércio entre Minas Gerais e Bahia, sendo esta capitania sede do poder metropolitano português. O que modificou o cenário do sertão, pouco povoado em sem policiamento.
Nesse sentido, a região do Rio São Francisco passou a ser um local estratégico para o desvio dos preciosos metais da colônia. Para evitar esse ocorrido, uma nova expedição formada por aventureiros e bandeirantes paulistas deveria promover a segurança e a regularidade do transporte fluvial, cerceando a pirataria ao longo do rio. Com isso, seria garantida a livre navegação e pacificado o território. Assim, Januário Cardoso começou o processo da conquista da margem direita do rio. Compunham a referida expedição nomes de famílias de São Paulo, como o capitão Manoel Francisco de Toledo, Salvador Cardoso de Oliveira e Domingos do Prado e Oliveira.
Sob a autoridade de Januário, parentes e amigos passaram a assumir a administração das antigas aldeias e dos novos arraiais, que foram sendo criados no decorrer da conquista ou eram de domínio régio, administrados por funcionários oriundos das bandeiras ou particulares. Tais arraiais se tornaram postos avançados para o combate aos índios Caiapós.
 
A economia no norte de Minas no século XVIII
 
A economia do Norte de Minas Gerais sempre foi diferenciada em relação à das outras regiões do Estado. Isso em decorrência de um isolamento do local, onde foi delineada uma cultura própria, com base na luta do povo pela sobrevivência. Além disso, o governo colonial, preocupado em controlar o seu comércio com as minas, proibiu essa atividade através da imposição de impostos.
A pecuária foi a base econômica da expansão por aquele território. Vários fatores determinaram a implantação e expansão de currais do gado às margens do Rio São Francisco: o relevo unido que se estendeu por longas chapadas; e a vegetação da caatinga, pouco densa, o que facilita o estabelecimento do homem e a facilidade para o estabelecimento de fazendas, uma vez que era necessário apenas o levantamento de uma casa, alguns currais e pouca mão-de-obra. Tais fazendas supriram inicialmente os mercados litorâneos e logo depois as regiões mineradoras do sul.
Durante grande parte do século XVIII, a região mineira do médio São Francisco promoveu o abastecimento – de carne e outros produtos que vinham pelo sertão, provenientes das capitanias de Pernambuco e Bahia – das terras auríferas. Além disso, serviu como rota para os descaminhos do ouro. Os currais, por vezes, foram locais de pouso dos aventureiros, comerciantes e contrabandistas.
O vínculo entre a região do médio São Francisco e entre a região aurífera foi modificado com a decadência da atividade mineradora em Minas Gerais. O que provocou certa estagnação dessa parte do norte mineiro, situação que se que perdura até atualmente.
 
A região do médio São Francisco no século XIX
 
A economia da região no século XIX voltou-se para a subsistência, com fraco comércio interno e externo. No entanto, diversificou suas atividades, através da exploração dos recursos vegetais (frutas, ervas medicinais, madeiras de lei, palmeiras, etc.), animais (através da caça) e minerais (ouro, diamante e salitre).
A agricultura de subsistência produziu milho, feijão, cana-de-açúcar e algodão; e comercializou o excedente. Esse último produto teve um bom desenvolvimento, devido a instalação de várias industriais têxteis em Minas Gerais. Assim, a região se tornou a maior fornecedora dessa matéria-prima, em um mercado que consumia tecidos produzidos pelas próprias fábricas mineiras.
No que diz respeito ao comércio, o Vale São Francisco manteve contatos com as regiões do interior da capitania, para onde escoavam excedentes agrícolas e produtos naturais, sendo que os mesmos eram transportados através do rio, em canoas e barcas.
A pecuária, por sua vez, continuou sendo a atividade principal no século XIX. Segundo IEPHA (1993):
Povoações e cidades como Guacuí, São Romão, Januária e São Francisco exportavam grandes quantidades de gado vacum e cavalar e couros secos, vendidos principalmente para a Bahia. Os antigos latifúndios rurais, que no século XVIII pertenciam a um único grupo familiar, em meados dos oitocentos estavam subdivididos entre indivíduos às vezes sem nenhum laço de parentesco com os antigos proprietários. Este dinâmico processo de desagregação dos latifúndios caracteriza a decadência vigente em toda a região. Curiosamente muitas das antigas denominações foram mantidas ou pouco modificadas, o que nos permitiu localizá-las ao longo dos séculos...
 
Nesse contexto e nessa região, surgiu Pirapora, que será apresentada a seguir.
 
Pirapora
 
Com o desenvolvimento da navegação ao longo do Rio São Francisco, em 1847 foi criado o distrito de Pirapora. Em 1853, este distrito era sede de São Gonçalo das Tabocas. 
Em 1852, Dom Pedro II, atendendo aos pleitos do Engenheiro Guilherme Fernandes Halfed, determinou o levantamento do Rio São Francisco, com vistas à elaboração de estudos que viabilizariam a navegação a vapor de Minas Gerais ao Nordeste, até o Oceano Atlântico.   Pirapora era o ponto inicial da navegação no Rio São Francisco. Nesta época, estima-se que a população do povoado era de 150 pessoas. Wells[2] (1995, p. 267), um dos técnicos responsáveis pela construção da Estrada de Ferro Dom Pedro II[3], faz uma descrição de Pirapora no final do século XIX:
O arraial de Pirapora é um ajuntamento de trinta e seis casebres de pau-a-pique e palha, dilapidados e caindo aos pedaços, que estão colocados em uma linha irregular em grupos de dois ou três, ou isolados, divididos por restos de cercas e por arbustos e árvores; todos eles dão para o pé das corredeiras e são paralelos à margem; e, com apenas duas exceções, todos estão amparados com escoras para evitar desabamentos. As barrancas, que se elevam a cerca de cinqüenta pés da água, são coroadas por diversas águas magníficas, pitombeiras e gameleiras, em cuja umbrífera sombra os poucos negocinhos e mexericos dos moradores são entabolados.
A vista da rua quente e arenosa, se pitoresca, certamente não oferece nenhum elemento de conforto, ou qualquer atrativo que faça dela uma localidade agradável de se viver. Lá, aqueles desprezíveis animais, os porcos do interior brasileiro, esquálidos e de pernas compridas, perfeitos fantasmas da raça suína, vagueiam às dúzias; um pobre cavalo ossudo, de olhos pesados e joelhos valgos, permanece pacientemente sob o sol escaldante, amarrado a um poste à beira da estrada; uns poucos homens se encontram deitados sob as árvores, alguns adormecidos em toda a atitude de frouxa preguiça, outros jogando cartas ou fumando cigarros; umas poucas mulheres passam vestidas com saias estampadas e batas brancas, grosseiramente bordadas (estas últimas cobrindo apenas um ombro), lenços ou xales azul-berrantes ou vermelhos cobrem inchada, brincam e rolam umas sobre as outras na estrada poeirenta, sem ligar para os cascos de nossos animais.
 
Percebe-se que Wells não teve uma boa impressão do local, enfatizando a pobreza das construções e dos habitantes. Ele também considera tais moradores preguiçosos, conforme pode ser visto a seguir:
Depois de experimentar a estação quente de Pirapora, é mais fácil compreender a sonolência e a indolência de seus habitantes, pois, durante o exercício de minhas ocupações sedentárias, eu podia sentir o desejo de “não fazer nada” se apossando de mim quase imperceptivelmente. Eram necessárias copiosas duchas de águas e um esforço vigoroso para lutar contra esse espírito, pois, uma vez, fica muito alquebrado. (Wells, 1995, p. 272).
 
Com o resultado do trabalho do Engenheiro Halfed[4], em 1887, começava a navegação com o navio a vapor “Saldanha Marinho”, construído em Sabará e fazendo o percurso Pirapora-Juazeiro-Pirapora. De Minas Gerais eram levados tecidos e borracha vegetal, e no caminho de volta era transportado algodão em rama, matéria prima que iria suprir as indústrias têxteis mineiras, além de artigos manufaturados em geral.
Por volta de 1874, foi instalado no povoado de Pirapora um importante entreposto para armazenar os produtos industrializados e oriundos da cidade de Curvelo, com destino para o Nordeste brasileiro, e para guardar algodão. Assim, o depósito destinava-se à compra de algodão e à venda de tecidos. O gerenciamento do negócio competia a Fábrica de Tecidos Cedro e Cachoeira, pertencente aos irmãos Mascarenhas. Em 1910 foi implantado o ramal ferroviário, fator decisivo para o desenvolvimento da região. 
A cidade de Pirapora sempre manteve o seu nome primitivo, embora tenha sido, por algum tempo, sede do distrito de São Gonçalo das Tabocas, em homenagem ao santo e devido à grande quantidade de “tabocas[5]” existentes na região.
Através da lei n° 556, de 30 de agosto de 1911, é criado o município de São Gonçalo das Tabocas e, em 1912, a vila é elevada à condição de cidade. 
A cidade, anteriormente favorecida pela instalação do depósito da Cedro e Cachoeira, passou a ser a principal cidade da região devido a chegada de estrada de ferro em 1911.
Em 1923, foi alterada a denominação da cidade, que passou a chamar-se Pirapora. Em 1950, o município de Pirapora contava com os distritos de Buritizeiro, Guaicuí, Lassance e Várzea da Palma, e a população era de 30.000 habitantes.            
No fim da década de 1930, a situação de Pirapora, segundo o Jornal Folha de Minas[6] (apud IEPHA, 1993):
... Pirapora ainda era um importante centro de intercâmbio comercial, tendo como um dos fatores de seu desenvolvimento a navegação fluvial e a fertilidade de seu solo, à época coberto de lavouras. Atualmente a cidade mantém posição de destaque na região, sendo uma das poucas localidades com certa independência do rio São Francisco, devido às estradas de rodagem e ferrovias que a ligam as principais centros do país.
 
Em 1962, aqueles distritos foram emancipados. O município de Pirapora ficou restrito à sede. O espaço urbano passou a concentrar-se apenas na cidade.
 
A REGIÃO DA ATUAL BURITIZEIRO: SÉCULO XX
 
A história de Buritizeiro está relacionada com a criação e o desenvolvimento de Pirapora. Por esse motivo, algumas informações a seguir são repetidas.
Em 1909, um médico mineiro percorria o sertão de Minas Gerais para descobrir possíveis causas do mal do coração, que matava subitamente seus portadores. Suas andanças terminaram às margens do Rio São Francisco, onde hoje se localiza Buritizeiro.
Através da Lei 556, de 30 de agosto de 1911, é criado o município de São Gonçalo das Tabocas, e em 1912, a vila é elevada à condição de cidade, tornando-se rota de importantes correntes migratórias brasileiras. 
Em 1920, inicia-se a montagem da ponte Marechal Hermes[7], com objetivo não alcançado de prolongar a estrada de ferro até Belém do Pará. A construção férrea não foi levada adiante, só retomada em 1922, unindo a então vila (Buritizeiro) ao já emancipado município de Pirapora e ao restante do Brasil. O novo acesso, mais fácil e direto à Pirapora, então centro dinâmico de aglomeração, determinou um novo sentido da ocupação urbana de Buritizeiro, no entorno da ponte. 
Em 1923 foi alterada a denominação da cidade, que passou a chamar-se Pirapora. Em 1950 o município de Pirapora contava com os distritos de Buritizeiro, Guaicuí, Lassance e Várzea da Palma, e a população era de 30.000 habitantes.
Aos 20 de janeiro de 1957, foi fundado o Comitê Pró-melhoramento de Buritizeiro, onde posteriormente foi transformado em Comissão Pró-emancipação de Buritizeiro, sendo que ambos tinham como presidente Francisco Ribeiro da Cruz.           
Entre 1950 e 1970, ocorreram modificações territoriais nos distritos e municípios. Em 1950, o município de Pirapora constituía cinco distritos: Pirapora (sede), Buritizeiro, Lassance, Guaicuí e Várzea da Palma, sendo que os últimos três foram desmembrados em 1953.        
Em 30 de dezembro de 1962, foi criado através da lei n°2764 o município de Buritizeiro, que se tornou dividido em distritos e sub-distritos, destacando-se Cachoeira da Manteiga, Paredão de Minas, Cachoeira do Teobaldo, Lança e São Bento. O espaço urbano passa a concentrar-se apenas na cidade.
O nome da nova cidade se deve à abundância da palmeira buriti (Mauritia Vinifera).
A posição de cidade portuária perdurou desde o início do século XX até por volta de 1960, quando a conexão ferroviária-fluvial, que ligava o centro de Minas Gerais ao Nordeste, cedeu lugar ao transporte rodoviário.   
Quanto à educação no local, destacou-se a atuação da Escola Caio Martins. Sua fundação se iniciou em 1951, quando o Coronel Manoel José de Almeida, ao estar de passagem pela região de Buritizeiro, descobriu um prédio tomado por um matagal e quase que abandonado. Assim, o coronel resolveu aproveitar o prédio para um núcleo da Escola Caio Martins, uma vez que tal instituição já existia na cidade de Esmeraldas. Após um trabalho de pesquisa e visitas de ex-alunos de outros núcleos, a escola foi inaugurada em 02 de janeiro de 1952, que atendia inicialmente aos filhos dos pescadores da cidade, menores abandonados e filhos de pais que não tinham condições de criá-los, sendo tais famílias provenientes de Pirapora, Buritizeiro e região.
No início de suas atividades, a Escola Caio Martins era subordinada a então Secretaria do Interior, sendo posteriormente transferida à Polícia Militar, onde quase perdeu sua finalidade de auxiliar aos menores carentes[8]. Depois, passou a ser de responsabilidade da Secretaria de Educação, situação que se permanece até os dias atuais.
Essa escola era considerada de grande valor para Buritizeiro, sendo ponto de referência para reuniões sociais, festejos (já que possuía salão de convenções), apresentações teatrais e reuniões políticas. Funcionava como centro de apoio para toda a comunidade, transportando doentes e gestantes, além de fornecer gratuitamente caixões, fabricados na própria serraria, para os falecidos.
A escola promovia manifestações teatrais e possuía um cinema para diversão dos internos e dos particulares. Existia também um Clube do Menor, onde jovens se reuniam aos domingos para se entrosarem com a comunidade. Com o apoio da sociedade buritizeirense, eram realizadas festas juninas e todos os festejos de época.
Em todo o período após a fundação da Escola Caio Martins, esteve presente a prática do Escotismo pelos menores internos (que moravam dentro das dependências) e externos, pois tal instituição recebeu o nome em homenagem a um escoteiro que faleceu na Serra da Canastra.
A Escola Caio Martins também incentivava os jovens a exercer práticas profissionalizantes, tais como alfaiataria, padaria, marcenaria, serralheria, mecânica e sapataria.
Devido à lei federal n° 4771 de 15 de setembro de 1965, que instituiu o novo código florestal e que proibiu o código desordenado de árvores do cerrado, o município, por se localizar em uma região onde predomina esse tipo de mata, possui diversas espécimes características.
 
 
BURITIZEIRO NA ATUALIDADE
 
A cidade possui poucos exemplares da arquitetura colonial, diversos da eclética, predominante na área central, com platibandas e fachadas trabalhadas, e ainda outros modernos. Entre estes, foram instalados edifícios de tipologia mais atual.
Algumas edificações existentes foram muito descaracterizadas ao longo do tempo, como geralmente acontece com várias cidades do Brasil. A maioria se encontra em razoável estado de conservação.
As principais atividades econômicas continuam sendo a pesca, a agricultura e a pecuária, contando hoje com grandes áreas de reflorestamento de matas de eucalipto e pinhos. Há também diversos segmentos do comércio e grandes possibilidades para o desenvolvimento turístico-ecológico.
As festas religiosas, folclóricas e populares têm destaque em Buritizeiro, dentre elas a festa do São Gonçalo, Festa da Imaculada Conceição (padroeira da cidade), Teatro da Arte Sacra, Arraial dos Buritis e diversos festivais e rodeios.
Atualmente, o prédio da Estação Ferroviária tem sido utilizado como palco do desenvolvimento político, como a realização eleições municipais, estaduais e federais.
A Escola Caio Martins conta hoje com 174 alunos em regime de internato e semi-internato, com quatro “lares” para acomodação dos alunos, ensino fundamental de 1ª a 4ª série; e conta com oficinas-escolas de alfaiataria, carpintaria e cursos para bombeiro-hidráulico, de elétrica e de padaria.
Buritizeiro apresenta uma importante atração turística: o Pico do Itacolomy, cujo monumento foi alvo de peregrinação no século passado. As caravanas viam de vários estados do Brasil, principalmente da Bahia. O navio a vapor era o principal meio de transporte, que atracava na margem esquerda do Rio São Francisco, trazendo pessoas que depois percorriam uma distância próxima a 20 km até o local, onde acampavam e adoravam aquele monumento.
A cidade também é conhecida por suas cachoeiras, sendo que dentre elas se destacam:
-         Cachoeira Grande: localizada na Fazenda Santa Cruz;
-         Cachoeira do Córrego da Areia: localizada na Fazenda dos Cristais;
-         Cachoeira das Andorinhas;
-         Cachoeira do Riacho Doce: localizada na Fazenda dos Cristais;
-         Cachoeira do Córrego do Gentil.
Entre as cidades de Buritizeiro e Pirapora, as águas do Rio São Francisco passam uma série de corredeiras que se estendem por cerca de 600 metros a partir da Ponte Marechal Hermes. Além da beleza proporcionada pelas quedas d'água, as corredeiras oferecem boas condições para a pesca, por sua vez sendo realizada desde a época dos índios Cariris e que permanece até os dias atuais. É desenvolvido em Buritizeiro um projeto que cria produtos derivados apenas de frutos da região. Dentre esses produtos, fabrica-se doces, geléias, licores, artesanato em geral, etc. A marca dos produtos é denominada Chico Fulô, cujo desenvolvimento faz parte do Projeto Graal Brasil[9]: frutos do cerrado.
Buritizeiro também chama a atenção pela variedade de espécies de árvores frutíferas (características do clima quente e árido da região), que produzem frutos em abundância, tais como o pequi, o umbu, o caju. Essa quantidade de árvores é decorrente da publicação da lei federal n° 4771, de 15 de setembro de 1965, que institui o novo código florestal e que proíbe o corte desordenado de árvores do cerrado. Assim, a cidade, construída sobre uma região com esse tipo de mata, não pode derrubar significativa parte das árvores.
Existe também um sítio arqueológico, o Sítio Caixa d’água, na Rua Manuel Conceição de Melo, situado à margem esquerda do Rio São Francisco. Foi identificado em 1975 por uma equipe do IAB (Instituto de Arqueologia Brasileira). No entanto, nessa época não houve comunicação da existência do local ao município. Em 1987, devido à execução de trabalhos de terraplanagem para edificação de uma estação do Serviço Municipal de Abastecimento de Água (SAAE), foi descoberto um abundante material arqueológico por dois moradores da região, Ilídio Rocha e José Carlos Rocha. Para protegê-lo, foi solicitado pelo IPHAN o embargo da obra, o que suspendeu os trabalhos por determinação do então prefeito da cidade Francisco Alves Moreira e do responsável pela obra Nilo M.C. Siqueira. Também foi realizada uma operação de salvamento e resgate pelo Setor de Arqueologia da Universidade Federal de Minas Gerais, através do seu responsável André Prous, que por sua vez enviou dois arqueólogos para uma avaliação do sítio: Maria Elisa Castelhanos Sola e Márcio Alonso, em cooperação com o trabalho do geólogo Wilsred Brandt e de representantes da Prefeitura Municipal de Buritizeiro.
 
 
 
Referências:
 
BRASIL. Lei n° 4771, de 15 de setembro de 1965. Institui o novo código florestal. Disponibilidade e acesso: <http://www.silex.com.br/leis/l_4771.html>. Data de acesso: 20/03/2006.
 
 
<http://www.dnit.gov.br/ferrovias/hist_cap2.htm>. Data de acesso: 20/03/2006.
 
 
<http://www.graalbrasil.com.br/institucional/default.asp>. Data de acesso: 20/03/2006.
 
 
<http://www.sfrancisco.bio.br/html/aspsoc/buritize.htm>. Data de acesso: 20/03/2006.
 
 
<http://orbita.starmedia.com/~manoelmn/cidade.html>. Data de acesso: 20/03/2006.
 
 
IEPHA (Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico). Projeto de pesquisa Ruínas de Mocambinho: quarto relatório. Belo Horizonte: Convênio IEPHA/CODEVASF, 1993.
 
 
LAUDO de estado de conservação: sítio arqueológico Sítio Caixa d’água. Buritizeiro: [s.e], 2004.
 
 
LAUDO técnico referente à Cachoeira do Córrego do Gentil. Buritizeiro: [s.e], 2005.
 
MI (Ministério da Integração Nacional). Companhia do Desenvolvimento do Vale do São Francisco. Ruínas de Mocambinho: projeto de recuperação e revitalização da Capela de Mocambinho e revitalização do Sítio Histórico no Projeto Jaíba. Estudos de apoio. Jaíba: IEPHA, vol.1, 1999.
 
 
MOURA, Antônio de Paiva. Norte de Minas: dos primórdios à Revolução de 1930. In: A formação cultural do norte de Minas: Pirapora: pouca idade e muita história. Disponibilidade e acesso: <http://www.asminasgerais.com.br/cidades_offline/norte_area.htm>. Data de acesso: 20/03/2006. Revolução de 1930Norte de Minas: dos primórdios à Revolução de 193
 
 
PREFEITURA MUNICIPAL DE BURITIZEIRO. Plano de inventário de Buritizeiro: Minas Gerais. Buritizeiro: [s.e.], 2003.
 
 
TOMBAMENTO histórico: prédio central – Fundação Educacional Caio Martins. Buritizeiro: [s.e], 1999.
 
 
TOMBAMENTO histórico: prédio da Estação Ferroviária. Buritizeiro: [s.e], 1999.
 
 
UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Escavação de sítio arqueológico a céu aberto: Buritizeiro – MG. Belo Horizonte: [s.e.], 2002.
 
 
WELLS, James W. Explorando e viajando três mil milhas através do Brasil: do Rio de Janeiro ao Maranhão. Ávila, Miriam (Trad.). Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro/Centro de Estudos Históricos Culturais, vol. 01, 1995.
 
 


[1] Data consagrada a São Francisco.
[2] James Wells, engenheiro inglês da Public Works Construction Company, em 1886 fez um levantamento de itinerário para a Estrada de ferro Pedro II.
[3] A Companhia Estrada de Ferro D. Pedro II foi inaugurada em 29 de março de 1858, com trecho inicial de 47,21 km, da Estação da Corte a Queimados, no Rio de Janeiro. Esta ferrovia se constituiu em uma importante obra da engenharia ferroviária do País, na ultrapassagem dos 412 metros de altura da Serra do Mar, com a realização de grandes cortes, aterros e perfurações de túneis, entre os quais, o Túnel Grande com 2236 m de extensão, na época, o maior do Brasil, aberto em 1864.
Em 1889, a Estrada de Ferro D. Pedro II, através do trabalho de seus operários e técnicos, transformou-se mais tarde na Estrada de Ferro Central do Brasil, um dos principais eixos de desenvolvimento do país.
 
[4] Na segunda metade do século XIX, o engenheiro alemão Henrique Halfeld, de 1852 a 1854, realizou minucioso estudo das margens do São Francisco desde as cabeceiras do Rio das Velhas até sua foz no Oceano Atlântico. Registrou com detalhes a vertente da Serra da Canastra até a barra do Guaicui. Como o objetivo do trabalho é registrar a situação da navegação, Halfeld parte da Cachoeira de Pirapora, mostrando que as embarcações eram, então, canoas de cem palmos de comprimento e cinco de largura, para um ou dois remadores; ajoujos de duas ou três canoas unidas por paus roliços e amarrados a estes com alças ou tiras estreitas de couro cru e barcas de todos os tamanhos, chegando até 105 palmos de comprimento.
 
[5] Vara de bambu.
[6] FOLHA DE MINAS, 08 fev. 1939, p. 12.
[7] A Ponte Marechal Hermes, com 694 m de comprimento em 14 vãos, é de ferro e atualmente está tombada pelo IEPHA.
[8] Não foram encontradas as datas dessas mudanças.
[9] O Graal Brasil é uma empresa que tem como objetivo o desenvolvimento de pessoas, levando-as a explorarem, ao máximo, o próprio potencial humano e profissional. A instituição visa também a transformação das organizações para que elas atinjam o máximo de desempenho e lucratividade.
ass: Buritizeiro/MG Brasil às 01:33

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